Advogado de Atropelamento nos EUA para Brasileiros
Ser atropelado nos Estados Unidos costuma deixar as piores sequelas. A pé, você não tem carroceria, cinto nem airbag para absorver o golpe: é o seu corpo contra o peso de um carro. Uma travessia comum na volta do trabalho vira, em segundos, hospital, cirurgia e UTI, e traz junto a pergunta que não deixa dormir: sem poder trabalhar, como eu pago as contas e sustento a minha família? Quando quem dirigia teve culpa, você não precisa carregar esse peso sozinho, nem aceitar calado o primeiro valor que a seguradora oferecer. A lei americana permite que a vítima busque indenização, e nós somos advogados brasileiros, licenciados nos Estados Unidos, que cuidam disso por você, em português, do primeiro telefonema até o acordo ou o julgamento. Se não ganharmos, você não paga honorários advocatícios.
Importante: Resultados anteriores não garantem resultados futuros. Esta página tem caráter informativo e não constitui aconselhamento jurídico nem cria relação advogado-cliente.
Quem nós atendemos
Por opção, tocamos poucos casos de cada vez. Assim cada cliente fica sob os cuidados diretos de um advogado, e você trata sempre com quem de fato conduz o seu processo, sem passar por call center e sem repetir a sua história para um atendente diferente a cada ligação. Como a nossa capacidade é limitada, damos prioridade a lesões graves. Preferimos dizer isso de forma aberta logo no começo, para não tomar o seu tempo à toa.
Atendemos pedestres, e familiares de pedestres, atingidos por um veículo e feridos com gravidade: traumatismo craniano, fraturas, lesões na coluna, lesões internas, amputações, sequelas permanentes ou incapacitantes, e casos de morte. Vale também para quem foi atingido de bicicleta, patinete ou cadeira de rodas.
Não atendemos sustos sem ferimentos ou lesões leves. E ficamos sempre do lado de quem foi atropelado, nunca do motorista que causou o acidente.
Se o seu caso não for para o nosso escritório, fale com a gente mesmo assim: quando dá, apontamos um caminho.
O que fazer depois de um atropelamento grave nos EUA
Nos primeiros dias, algumas atitudes simples protegem ao mesmo tempo a sua saúde e o seu direito a uma indenização. Se você está lendo isto por causa de um familiar internado, elas servem para você também.
- Cuide primeiro da saúde. Aceite o socorro, vá de ambulância e siga o tratamento à risca. Num atropelamento existem lesões que não doem de imediato, como sangramentos internos e traumas na cabeça, então deixe registrar cada queixa, mesmo a que parece boba: o prontuário do hospital acaba sendo a prova mais forte da gravidade do que aconteceu.
- Chame a polícia e anote o boletim (police report). Peça o número do relatório e o nome do policial. Num atropelamento esse documento costuma ser decisivo para mostrar quem teve culpa. Depois nós conseguimos a via completa para você, junto com a gravação da chamada de emergência (911) e o relatório do resgate que atendeu você na rua (EMS).
- Guarde os dados do motorista e do carro: nome, telefone, seguro, placa e modelo. Se o carro fugiu, anote o que der (cor, marca, parte da placa, direção da fuga) e conte isso à polícia; ajuda mais do que você imagina.
- Procure câmeras e testemunhas. Muitos atropelamentos são gravados por câmera de trânsito, de comércio ou de campainha (doorbell). Anote o nome e o telefone de quem viu. Um familiar pode bater na porta dos comércios por perto antes que as imagens sejam apagadas.
- Junte todas as contas médicas e cartas de cobrança que chegarem, inclusive as que aparecem em dólar meses depois. Não ignore, mas também não saia pagando na pressa: esses valores entram no cálculo da indenização, e depois nós ainda tentamos derrubar boa parte do que hospital e plano cobram.
- Evite as redes sociais por enquanto. Uma foto sorrindo, um check-in ou um “graças a Deus, estou bem” pode ser usado mais tarde para dizer que a sua lesão não foi tão séria.
- Não dê depoimento gravado nem assine nada da seguradora antes de falar com um advogado. Sobre isso, um aviso à parte logo abaixo.
Não fale com o seguro sem um advogado
Poucos dias depois do atropelamento, quase sempre liga um ajustador (insurance adjuster) da seguradora do motorista. A conversa costuma ser gentil: ele lamenta o ocorrido, diz que só quer “entender o que houve” e promete “resolver rápido”. O tom engana. A função dele é encerrar o caso pagando o mínimo possível, de preferência nada, e num atropelamento o atalho preferido para isso é jogar a culpa em você, dizendo que você “surgiu do nada” ou “atravessou fora da faixa”.
Dois pedidos soam inofensivos e não são. Um é o depoimento gravado (recorded statement): com dor e com medo, você solta uma frase simples como “nem vi o carro” ou “já estou melhorando”, e ela é recortada depois para reduzir o valor ou transferir a culpa para você. O outro é a autorização para acessar todo o seu histórico médico (medical authorization): assinada em aberto, libera a seguradora para vasculhar anos da sua vida atrás de qualquer coisa que sirva para alegar que a sua lesão “já existia antes”.
Você não é obrigado a dar depoimento gravado nem a assinar essas autorizações em aberto. Na dúvida, o mais seguro é simples: não preste declaração, não assine nada e não aceite acordo antes de falar com um advogado. A partir do momento em que você nos contrata, quem conversa com a seguradora somos nós.
“Eu não estava na faixa.” Isso acaba com o meu caso?
Na maioria das vezes, não, e essa é uma das maiores confusões que a seguradora explora. Mesmo fora da faixa, atravessando no meio do quarteirão ou longe da esquina, você não perde os seus direitos: o motorista continua obrigado a prestar atenção na via e a fazer o possível para não atingir um pedestre. E há um detalhe que quase ninguém conhece: na maior parte dos estados, mesmo que uma parte da culpa seja atribuída ao pedestre, ele ainda pode receber indenização, só que reduzida na proporção da sua parcela. Essa regra varia de estado para estado, e alguns são bem mais rígidos, por isso vale conversar antes de aceitar qualquer “a culpa foi sua”. Estar fora da faixa, sozinho, não decide o seu caso.
As falhas que mais causam um atropelamento
Quase todo atropelamento nasce de um erro de quem estava ao volante, e alguns se repetem o tempo todo:
- não dar a preferência ao pedestre na faixa ou no cruzamento;
- fazer a conversão à esquerda ou à direita sem olhar para quem estava atravessando;
- dar ré num estacionamento, numa garagem ou numa zona de carga e descarga sem enxergar quem estava atrás;
- mexer no celular ou dirigir distraído;
- correr acima da velocidade permitida ou furar o sinal vermelho e a placa de “stop”;
- dirigir à noite ou com pouca luz e não reduzir, deixando de ver o pedestre a tempo.
A velocidade é o que mais pesa. Um pedestre atingido em alta velocidade corre um risco muito maior de morrer ou de ficar com sequelas graves do que um atingido devagar, e por isso correr, ou não frear a tempo, costuma ser o ponto central para mostrar a culpa. Descobrir a que velocidade o carro vinha, e que o motorista tinha como ter visto e reduzido, é boa parte do trabalho num caso de atropelamento. E quando o veículo estava a serviço de uma empresa (entrega, aplicativo, van, caminhão, ônibus), essa mesma falha costuma responsabilizar também o empregador.
Você pode ter direito a uma indenização
Quando o atropelamento foi causado por um motorista, por uma empresa (um carro de entrega, um motorista de aplicativo, um caminhão ou ônibus em serviço) ou por outra falha de terceiro, a lei americana permite que a vítima peça indenização, e essa conta vai muito além do atendimento imediato.
Em casos graves, a indenização costuma cobrir bem mais do que o pronto-socorro. Entram nela as despesas médicas já feitas e as que ainda virão (novas cirurgias, fisioterapia, próteses, adaptações em casa, cuidado de longo prazo); a renda perdida durante a recuperação e a queda da sua capacidade de trabalhar daqui para frente; a dor, o sofrimento e as sequelas que ficam; e, quando o atropelamento tira uma vida, a reparação à família pela perda.
Se o carro que atingiu você era de uma empresa (entrega, van, caminhão ou ônibus) ou de um motorista de aplicativo, costuma haver mais de um responsável, o motorista e a empresa por trás dele, e as apólices envolvidas costumam ser bem maiores. No caso de Uber e Lyft, há um detalhe que muda o jogo: quando o motorista estava com uma corrida ativa no aplicativo, entra em cena o seguro comercial do próprio aplicativo, bem mais alto do que o seguro pessoal de um carro comum. Por isso vale sempre descobrir de quem era o veículo e a que serviço ele estava ligado na hora.
E quando o motorista fugiu (hit-and-run) ou dirigia sem seguro? Aqui está o ponto que quase ninguém conhece e que é a cara dos casos de pedestre: mesmo que você não tenha carro nenhum, o seguro de automóvel de um familiar que mora na mesma casa que você pode indenizá-lo, através de uma cobertura chamada UM/UIM (para motorista sem seguro ou com seguro insuficiente). Muita gente desiste na hora, achando que “não tem o que fazer” por ser pedestre e não ter carro. Quase sempre tem: vale levantar todas as apólices da casa antes de dar o caso por perdido.
Outra coisa costuma pegar as pessoas de surpresa: nos Estados Unidos, o plano de saúde ou o hospital que pagou o seu tratamento pode ter o direito de reaver parte do que você receber no fim (é o chamado lien). Brigar para reduzir esses valores, de modo que sobre o máximo possível para você, faz parte do nosso serviço. E se você está sem plano e sem como bancar o tratamento agora, em muitos casos conseguimos encaminhar você a médicos que atendem vítimas de acidente e só cobram no fim, quando o caso se resolve, para que você opere, faça fisioterapia e os exames sem tirar do próprio bolso.
E fique tranquilo quanto a documento: o direito de buscar indenização não depende da sua situação migratória. Quem tem visto, quem está indocumentado e o turista que estava só de passagem podem buscar reparação do mesmo jeito, sem green card e sem Social Security. Se em algum momento for preciso um número para receber o dinheiro, existe o ITIN, e a gente orienta como tirar.
Você ou um familiar foi atropelado nos EUA? Fale com um advogado agora.
A primeira conversa é gratuita e em português. Se não ganharmos, você não paga honorários advocatícios.
Por que um advogado brasileiro licenciado nos EUA
Machucado e longe de casa, a última coisa de que você precisa é brigar com o inglês e com um sistema jurídico que não conhece. Com a gente, essa parte deixa de ser problema. Somos advogados brasileiros, inscritos na OAB e licenciados para atuar nos Estados Unidos: você explica o que aconteceu em português, direto com o advogado do caso, sem intérprete de ocasião e sem telefone sem fio. Quem cuida do seu processo entende os dois mundos, o padrão americano de como um caso desses se prova e se negocia, e a vida de quem tem família, documentos ou conta bancária no Brasil. Cuidamos diretamente dos casos na Califórnia e no Texas, onde ficam os nossos escritórios, e nos outros estados atuamos com advogados parceiros de confiança, sempre com você sendo atendido por nós na sua língua.
Com o tempo, as provas somem
Num atropelamento, a prova some rápido, e boa parte dela some sozinha. As câmeras de trânsito, de lojas e de campainha (doorbell) costumam gravar por cima em poucos dias. As testemunhas que pararam para ajudar tocam a vida e desaparecem. O carro é consertado e o dano que apontava o impacto some junto. Há ainda duas provas que poucos pensam em salvar e que valem ouro num caso de pedestre: muitos carros registram num módulo interno (o EDR, uma espécie de “caixa-preta”) a velocidade e a frenagem nos segundos antes da batida, e o próprio celular do motorista pode mostrar se ele estava digitando ou ao telefone na hora. Esses registros podem ser apagados ou gravados por cima, e segurá-los a tempo em geral exige uma carta de preservação enviada cedo. Enquanto isso, a seguradora corre para fechar um acordo baixo antes de você entender o tamanho da lesão. Falar com um advogado logo é o que trava essa corrida. A primeira conversa é gratuita.
Perguntas frequentes
1. Que tipos de caso de atropelamento vocês pegam?
Concentramos o nosso trabalho em lesões graves: traumatismo craniano, fraturas, lesões na coluna, lesões internas, amputações, sequelas permanentes ou incapacitantes e casos de morte. Não atuamos em casos sem ferimentos ou com lesões leves.
2. Vocês defendem o motorista que atropelou?
Não. Ficamos sempre do lado de quem foi atropelado, nunca do motorista ou da parte que causou o acidente.
3. Eu não estava na faixa de pedestres quando fui atingido. Ainda tenho caso?
Provavelmente sim, vale avaliar. O motorista tem o dever de dirigir com atenção mesmo fora da faixa, e, na maioria dos estados, mesmo que você tenha tido uma parcela de culpa, ainda pode receber indenização proporcional. Estar fora da faixa, sozinho, não decide o caso.
4. O motorista disse que eu “surgi do nada” ou que estava escuro demais para me ver. Isso derruba o caso?
Muitas vezes, não, mas é preciso avaliar. Mesmo no escuro, ou com o pedestre atravessando fora da faixa, o motorista tem o dever de dirigir a uma velocidade que permita parar diante do que aparece na frente e de redobrar a atenção à noite e na chuva. “Surgiu do nada” é a desculpa mais comum de quem atropela, e a velocidade real do carro, que às vezes dá para provar pela caixa-preta (EDR) do veículo, costuma contar uma história bem diferente.
5. O motorista fugiu (hit-and-run). Ainda dá para fazer alguma coisa?
Muitas vezes, sim. Mesmo sem identificar o motorista, pode haver uma cobertura de seguro que indeniza você, e às vezes as câmeras da região ajudam a encontrar quem fugiu. Fale com a gente para avaliar.
6. Eu não tenho carro nem seguro. Como algum seguro pode me pagar?
Mesmo sem ter carro, você pode estar coberto pela apólice de um familiar que mora com você (a cobertura UM/UIM, para motorista sem seguro ou com seguro insuficiente). Há também o seguro do próprio motorista que atropelou. Avaliamos quais apólices podem responder pelo seu caso.
7. Fui atropelado por um carro de entrega, um caminhão ou um ônibus. Muda alguma coisa?
Pode mudar bastante. Quando o veículo é de uma empresa ou estava a serviço dela, muitas vezes há mais de um responsável e apólices de seguro maiores, o que costuma ampliar o que você tem a receber.
8. Fui atropelado por um motorista de Uber ou Lyft. Muda alguma coisa?
Pode mudar, e para melhor. Se o motorista estava com uma corrida ativa no aplicativo quando atingiu você, costuma valer o seguro comercial do aplicativo, bem maior do que o seguro pessoal dele. Levantar em que status o motorista estava no aplicativo é um dos primeiros passos nesses casos.
9. Deram ré em mim num estacionamento. Tenho caso?
Muitas vezes, sim. Quem dá ré num estacionamento, numa garagem ou numa área de carga é obrigado a olhar e a se certificar de que não há ninguém atrás. Nesses lugares costuma haver câmeras de segurança, e vale correr para preservar as imagens antes que sejam apagadas.
10. Preciso ter documento, green card ou Social Security para buscar indenização?
Não. O direito de buscar indenização não depende da sua situação migratória. Se for preciso um número para receber os valores, existe o ITIN, e nós orientamos.
11. O ajustador do seguro quer um depoimento gravado. Sou obrigado a dar?
Não. Você não é obrigado a dar depoimento gravado. Fale com um advogado antes de dizer ou assinar qualquer coisa.
12. Como vocês cobram?
Por contingência: você não paga honorários advocatícios adiantados, e só cobramos honorários se você ganhar. Os custos do processo, como laudos, cópias de prontuário e documentos, são tratados à parte, e explicamos tudo antes de você assinar.
13. Em quais estados vocês atuam?
Diretamente na Califórnia e no Texas, onde temos escritórios; nos demais estados, por meio de advogados parceiros de confiança, sempre com você atendido por nós em português.
14. Um familiar meu morreu atropelado nos EUA. O que a família pode fazer?
A família pode buscar indenização pela perda. Ajudamos parentes, inclusive quem está no Brasil, com a papelada e a condução do caso nos Estados Unidos, e orientamos sobre o apoio do consulado brasileiro, como a documentação e o traslado.
15. Vou precisar viajar aos EUA ou ir a um tribunal?
Na maioria das vezes, não. Boa parte dos casos é resolvida por acordo, e conduzimos quase tudo à distância. Se em algum momento a sua presença for necessária, avisamos com antecedência e preparamos você.
16. O atropelamento já faz um tempo, ou eu já voltei para o Brasil. Ainda dá para fazer alguma coisa?
Em muitos casos, sim, e conduzimos o caso nos Estados Unidos fazendo a ponte com você no Brasil. Mesmo assim, o importante é falar com a gente o quanto antes: com o tempo, as provas se perdem, principalmente as imagens de câmera. Ligue e avaliamos, sem compromisso.
Veja também a nossa página principal: Advogado de Acidentes nos EUA para Brasileiros.
Publicidade de advogado. Os serviços jurídicos nos Estados Unidos são prestados por Oliveira Law, PLLC. Luciano Oliveira é licenciado na Califórnia e no Texas; casos em outros estados são conduzidos em conjunto com advogados parceiros locais.

