Como Escolher um Advogado Brasileiro de Acidentes nos EUA

Você, ou alguém da sua família, se machucou feio num acidente nos Estados Unidos, e agora liga a televisão, abre o Google ou o Facebook e aparecem dezenas de escritórios prometendo o mundo. Todos dizem ser os melhores. Como saber em quem confiar? Essa escolha não é detalhe. Num caso de lesão grave, com cirurgia, sequela ou até a perda de alguém, está em jogo o seu tratamento, a sua renda e o futuro da sua família, e o advogado errado sai caro: ou aceita um acordo baixo depressa, ou toca o caso de qualquer jeito. Esta página é um guia honesto, sem enrolação, do que conferir antes de assinar com qualquer advogado. No fim, mostramos ponto a ponto onde a gente se encaixa nessa lista. Se não ganharmos, você não paga honorários advocatícios.

Importante: Resultados anteriores não garantem resultados futuros. Esta página tem caráter informativo e não constitui aconselhamento jurídico nem cria relação advogado-cliente.

Reunimos abaixo o que realmente importa conferir antes de colocar o seu caso, e a sua confiança, na mão de alguém. Depois dos pontos vem um alerta que pouca gente conhece, e, no fim, mostramos com honestidade onde a Oliveira Law atende cada um deles.

1. É licenciado para atuar nos Estados Unidos, não só no Brasil

Esse é o ponto mais importante de todos, e o que mais confunde brasileiro. O seu caso aconteceu em solo americano, corre sob a lei do estado onde você se machucou e vai ser discutido com uma seguradora americana. Para entrar com a ação, negociar com essa seguradora e, se for preciso, levar o caso a um júri, o advogado precisa estar habilitado (licenciado) em um estado americano, inscrito na Ordem dos Advogados daquele estado (a state bar). Só a inscrição na OAB, no Brasil, não permite representar você num processo nos Estados Unidos. Um profissional que tem apenas OAB pode até te ouvir e te orientar, mas, na hora de agir, teria que repassar o seu caso a um advogado americano, muitas vezes dividindo honorários com ele, e você acaba com um intermediário a mais entre você e quem de fato conduz o processo. Pergunte, sem constrangimento: em qual estado americano o senhor é licenciado? O nome dele pode ser conferido de graça no site da state bar daquele estado. Advogado sério responde na hora e sem rodeios.

2. Atende em português, e você fala direto com o advogado

Contar a sua história com precisão faz diferença no resultado, e fazer isso num inglês que você não domina, ainda por cima machucado ou de luto, é quase garantir que detalhes importantes se percam. Um advogado que fala a sua língua entende a sua história do jeito que ela é e traduz de volta, em português claro, cada documento e cada proposta da seguradora antes de você decidir qualquer coisa. Mas tem um segundo ponto, tão importante quanto: com quem você vai falar no dia a dia? Em muitos escritórios grandes, depois que você assina, o advogado do anúncio some e você passa a ser atendido por uma central, um assistente diferente a cada ligação, alguém que não conhece o seu caso. Pergunte antes de assinar: eu vou falar com o senhor mesmo, o advogado, ou com um atendente? Quem trabalha sério fala com você diretamente e não desaparece depois da assinatura.

3. Tem experiência real com casos de lesão grave

Um caso de lesão séria, com cirurgia, sequela permanente ou morte, não se parece em nada com uma batidinha de para-choque. O valor em jogo é muito maior, a seguradora briga muito mais e entram detalhes que um escritório de volume não domina: calcular o custo de tratamentos e cirurgias que ainda estão por vir, medir a perda da sua capacidade de trabalhar e negociar os liens (o direito que planos de saúde e hospitais têm de reaver parte do que você receber). Pergunte se o advogado já cuidou de casos parecidos com o seu. E há um detalhe que quase ninguém pensa em perguntar: ele leva casos a julgamento quando é preciso, ou fecha acordo de qualquer jeito? Isso importa até para quem nunca vai a júri, porque a seguradora sabe exatamente quais escritórios enfrentam um julgamento e quais só ameaçam. Para os que nunca vão até o fim, ela oferece menos, sabendo que no aperto eles aceitam.

4. Explica os honorários e os custos com clareza

Nos Estados Unidos, o normal em casos de acidente é o honorário de contingência: você não paga honorários advocatícios adiantados, e o advogado só recebe honorários se ganhar o seu caso, na forma de um percentual do resultado. Até aí, quase todos trabalham igual. A diferença está na clareza. Pergunte, e peça por escrito: qual é o percentual dos honorários? E os custos do processo (laudos, perícias, cópias de prontuário, taxas de tribunal), que são coisa separada dos honorários, como são tratados, e o que acontece com eles se o caso não ganhar? Fuja de quem enrola nessas respostas ou promete que “não vai custar nada para você”, porque custos e honorários são coisas diferentes, e o advogado honesto explica cada uma antes de você assinar, não depois.

5. Mostra referências e avaliações reais

Anúncio bonito qualquer um paga. Mais difícil de fabricar é a opinião de quem já foi cliente. Antes de assinar, procure o escritório no Google e leia as avaliações, de preferência as que trazem nome e história de verdade, não só uma nota. Confira se o advogado tem registro ativo e reputação limpa na state bar do estado dele. E pergunte, sem receio, se ele pode te colocar em contato com algum ex-cliente disposto a dar referência. Quem trabalha bem tem clientes satisfeitos e não se incomoda em mostrar isso.

6. Explica com honestidade, mesmo quando a resposta não agrada

Desconfie de promessa. O advogado que, logo na primeira conversa, garante que você vai ganhar, ou já crava quanto o seu caso “vale”, está te dizendo o que você quer ouvir, não a verdade. Ninguém consegue prever o resultado de um caso, e cada caso é único. O bom profissional faz o contrário: aponta os pontos fortes e os fracos, fala com franqueza do que ainda não dá para saber e prefere combinar pouco e entregar a prometer muito só para conseguir a sua assinatura. Numa hora de aflição é tentador correr atrás de quem promete mais. Corra atrás de quem te explica melhor.

Cuidado com as fábricas de acordos (settlement mills)

Existe um tipo de escritório que os próprios americanos apelidaram de settlement mill, algo como “fábrica de acordos”. É o escritório que vive de volume: gasta fortunas em propaganda de televisão, outdoor e internet, assina milhares de casos ao mesmo tempo e toca todos na esteira, atrás de acordos rápidos e baratos. Quase nunca vai a julgamento, e a seguradora sabe disso. Para a vítima de uma lesão grave é o pior dos mundos, porque o seu caso, que pede tempo e cuidado, vira só mais um número na pilha. Alguns sinais de alerta:

  • você nunca fala com um advogado, só com “gerentes de caso” e atendentes;
  • há pressa para você assinar e, pouco depois, pressão para aceitar logo o primeiro acordo;
  • ninguém senta com você para explicar quanto o caso realmente pode valer nem como funcionam os custos;
  • o escritório está em todo canto na propaganda, mas ninguém sabe dizer quando ele ganhou um caso no tribunal.

Anunciar não tem nada de errado. O problema é o modelo: muita quantidade e pouca atenção. Num caso sério, você quer justamente o contrário.

Um bom advogado te avisa: não fale com o seguro sozinho

Tem um teste simples de caráter que você pode aplicar já na primeira ligação. O advogado que joga do seu lado te avisa, de graça e na hora, para não cair numa armadilha que a seguradora arma logo nos primeiros dias. O ajustador (insurance adjuster) da seguradora do responsável vai te ligar, gentil, dizendo que só quer “entender o que houve”. Dois pedidos dele parecem inofensivos e não são. O primeiro é o depoimento gravado (recorded statement): uma frase sua, dita com dor ou com medo, é recortada depois para reduzir a sua indenização. O segundo é a autorização ampla para o seu histórico médico (medical authorization): assinada em aberto, deixa a seguradora vasculhar anos da sua vida atrás de qualquer coisa para alegar que a sua lesão “já existia antes”. Você não é obrigado a dar depoimento gravado nem a assinar essas autorizações. Se um escritório te apressa para assinar com ele mas nem se dá o trabalho de te avisar disso, aí está mais um sinal. Depois que você contrata um advogado, quem conversa com a seguradora passa a ser ele.

Onde a Oliveira Law se encaixa nesta lista

Montamos essa lista sabendo que você vai usá-la também para nos avaliar, e é assim que tem que ser. Então, ponto a ponto:

  • Licenciados nos Estados Unidos, e também no Brasil. Somos advogados brasileiros, inscritos na OAB, e licenciados para atuar nos Estados Unidos. Luciano Oliveira é licenciado na Califórnia e no Texas, e você pode conferir o registro nas state bars desses estados.
  • Português, direto com o advogado. Você conta a sua história em português para o advogado que conduz o seu caso, sem intérprete de ocasião, sem call center e sem repetir tudo para um atendente diferente a cada ligação.
  • Foco em lesão grave. Trabalhamos com poucos casos por vez, de propósito, para dar atenção de verdade a cada um. Damos prioridade a casos sérios: internação, cirurgia, fraturas, lesões permanentes ou incapacitantes e morte. Não pegamos casos apenas de dano ao veículo ou sem ferimentos, e nunca defendemos quem causou o acidente. Se o seu caso não for para o nosso escritório, quando dá, apontamos um caminho.
  • Contingência, com os custos explicados antes. Você não paga honorários advocatícios adiantados, e só cobramos honorários se você ganhar. Os custos do processo são tratados à parte e explicados com clareza antes de você assinar.
  • Referências que você mesmo confere. Temos avaliações reais de clientes no Google, e teremos prazer em te colocar em contato com quem já passou pelo escritório.

“O Dr. Luciano Oliveira é um advogado extremamente didático e proativo. Recomendo com 100% de confiança.” Nilson Santana Filho, Frisco, TX, via Google. Depoimento de cliente real; cada caso é único e resultados anteriores não garantem resultados futuros.

Ferido num acidente grave nos EUA e sem saber em quem confiar? Fale com um advogado agora.

A primeira conversa é gratuita e em português. Se não ganharmos, você não paga honorários advocatícios.

E-mail
Ligue agora: (214) 432-8100
WhatsApp

Escolha com calma, mas não demore

Pesquisar antes de assinar é o certo, e esta lista existe justamente para isso. Só não confunda escolher com cuidado com adiar. Enquanto os dias passam, a prova do seu caso vai sumindo sozinha, e ninguém traz de volta o que se perdeu: as câmeras de trânsito e de lojas costumam gravar por cima em poucos dias, as testemunhas esquecem detalhes ou somem, o carro é consertado e a seguradora corre para fechar um acordo baixo antes de você entender o tamanho da lesão. Dá para escolher bem sem enrolar. Uma primeira conversa, que com a gente é gratuita, já ajuda a preservar as provas mais importantes enquanto você decide com quem seguir. Falar cedo com um advogado, mesmo que ainda não seja para fechar, é o que trava essa corrida.

Perguntas frequentes

1. Como sei se um advogado é mesmo licenciado para atuar nos EUA?

Pergunte diretamente em qual estado americano ele é licenciado e confira o nome dele, de graça, no site da Ordem dos Advogados daquele estado (a state bar). Ter apenas a inscrição na OAB, no Brasil, não habilita ninguém a conduzir um processo nos Estados Unidos. Um advogado sério responde a essa pergunta na hora.

2. Um advogado só com registro no Brasil (OAB) pode cuidar do meu caso nos EUA?

Ele pode te ouvir e te orientar, mas não pode entrar com a ação nem representar você perante a seguradora ou o tribunal americano. Na prática, teria que repassar o caso a um advogado licenciado nos Estados Unidos, muitas vezes dividindo honorários, o que coloca mais um intermediário entre você e quem realmente conduz o processo.

3. Vocês defendem quem causou o acidente?

Não. Ficamos sempre do lado de quem se feriu, nunca da parte que causou o acidente nem da seguradora dela.

4. Preciso falar inglês para ser atendido?

Não. Você é atendido em português, direto com o advogado que cuida do seu caso, e a gente traduz para você cada documento e cada proposta antes de você decidir qualquer coisa.

5. Depois que eu assinar, vou falar com o advogado ou com um atendente?

Com o advogado. Trabalhamos com poucos casos por vez justamente para que você trate com quem conduz o seu processo, e não com uma central que troca de atendente a cada ligação.

6. O que é uma “fábrica de acordos” e como reconheço uma?

É o escritório que vive de volume: muita propaganda, milhares de casos ao mesmo tempo e pressa por acordos rápidos e baratos, quase nunca indo a julgamento. Sinais típicos: você só fala com “gerentes de caso” e nunca com um advogado, e há pressão para assinar e, logo depois, para aceitar a primeira oferta. Num caso grave, é o modelo que menos te serve.

7. Como vocês cobram? Preciso pagar alguma coisa adiantada?

Por contingência: você não paga honorários advocatícios adiantados, e só cobramos honorários se você ganhar. Os custos do processo, como laudos, cópias de prontuário e taxas, são tratados à parte dos honorários, e explicamos tudo com clareza antes de você assinar.

8. E se o caso não ganhar, eu fico devendo os honorários?

Não. Se não ganharmos, você não paga honorários advocatícios. Os custos do processo são combinados à parte e explicados logo no início, por escrito, para não haver surpresa. Desconfie de qualquer escritório que prometa que nada vai sair do seu bolso, porque custos e honorários são coisas diferentes.

9. Um advogado me garantiu que eu vou ganhar e já disse quanto o meu caso vale. Isso é bom sinal?

É um sinal de alerta. Ninguém consegue garantir o resultado de um caso, nem cravar um valor logo de cara, porque cada caso é único. O advogado honesto explica os pontos fortes e fracos e foge de promessa. Prefira quem te explica melhor a quem te promete mais.

10. Vocês podem me mostrar referências ou avaliações de clientes?

Podemos. Temos avaliações reais de clientes no Google e teremos prazer em te colocar em contato com quem já passou pelo escritório. Peça isso a qualquer advogado que estiver considerando.

11. Já assinei com outro advogado, mas não estou satisfeito. Posso trocar?

Em geral, sim, você pode trocar de advogado. Normalmente os honorários acabam divididos entre o advogado antigo e o novo, sem você pagar em dobro, mas vale confirmar como fica no seu caso antes de decidir. Se quiser, conversamos e explicamos as suas opções, sem compromisso.

12. Vocês têm escritório perto de mim? Em quais estados atuam?

Atendemos diretamente na Califórnia (El Segundo) e no Texas (Frisco), onde temos escritórios, e nos demais estados por meio de advogados parceiros de confiança, sempre com você atendido por nós em português. Boa parte do caso corre à distância, então você não precisa morar perto para ser bem atendido.

13. Estou no Brasil, ou já voltei para lá depois do acidente. Vocês conseguem cuidar do caso?

Em muitos casos, sim. Conduzimos o caso nos Estados Unidos fazendo a ponte com você no Brasil, e boa parte é resolvida à distância. Se em algum momento a sua presença for necessária, avisamos com antecedência.

14. Que tipo de caso vocês pegam?

Casos de lesão grave: internação, cirurgia, fraturas, lesões permanentes ou incapacitantes e morte. Não trabalhamos com casos apenas de dano ao veículo ou sem ferimentos. Se o seu caso não for para o nosso escritório, quando é possível, apontamos um caminho.

15. A primeira conversa custa alguma coisa?

Não. A primeira conversa é gratuita e em português, e serve para você tirar dúvidas e avaliar se somos o escritório certo para o seu caso, sem compromisso.

Veja também a nossa página principal: Advogado de Acidentes nos EUA para Brasileiros.

Publicidade de advogado. Os serviços jurídicos nos Estados Unidos são prestados por Oliveira Law, PLLC. Luciano Oliveira é licenciado na Califórnia e no Texas; casos em outros estados são conduzidos em conjunto com advogados parceiros locais.